Manifesto de uma geração

“The Internet is the first thing that humanity has built that humanity doesn’t understand, the largest experiment in anarchy that we have ever had.”  ~Eric Schmidt, presidente e chefe executivo da Google Inc.

Todos os dias nos deparamos com milhares de notícias e informações na rede. Dessa forma tentamos absorver o máximo possível, numa luta constante (e algumas vezes desesperada, quem trabalha com comunicação sabe) para nos mantermos atualizados.

Vivemos no “just in time”. A comunicação é “24/7”. Sem “know-how” não tem emprego. Sem “continuous improvement” adeus emprego. Por esses e outros motivos, a alimentação é “fast-food”, os conhecidos viraram “networking”, e todos demandamos “instant feedback”. 

Minha geração cresceu sob o signo da “nuvem”, instável, carregado, tempestuoso e efêmero.

E assim somos vistos.

Já ouvi reclamações de que somos muito rasos. Que sabemos um pouco sobre tudo, e tudo sobre nada. Uma geração “colcha de retalhos”, de cultura híbrida e desaprofundada. Sem norte, sem foco, e que quer abraçar o mundo.

Não concordo com isso.

Acredito que somos uma geração no limiar de grandes mudanças, tão imprevisíveis que escapam a compreensão de qualquer “Guru, Monge ou Executivo”. Acredito que tanto nossa família quanto as instituições de ensino não nos preparam para enfrentar a nova velocidade do mundo. E acredito que ser autodidata nunca foi tão necessário quanto atualmente.

A verdade é que o dia é curto, nossa capacidade de armazenamento é limitada, e a internet é infinita. A praticidade toma papel principal em detrimento da profundidade, pois somos seres multidisciplinares, e graças a Web temos como saciar esses múltiplos desejos. Contudo a abundância de opções não deve ser levada como problema. Como Jarvis escreve em sua obra “O que a Google Faria”: O estado natural da vida, do comércio e da mídia é a escolha.

E essa capacidade de escolha que te faz ser o que você é, te faz criar conceitos, ter insights, desenvolver opiniões. Essa sua colcha de retalhos é valiosa. No meio desse bolo de filmes, séries, blogs de humor e etc, (a tão desmoralizada “cultura inútil”) que você consome todos os dias, existem muitas informações inteligentes. Tudo que falta é organiza-las. Direciona-las. Cruza-las.

Tomando a liberdade de modificar um pouco a famosa frase do poeta inglês John Donne, afirmo que:

“Nenhum conhecimento é uma ilha isolada!”. Todos tem um ponto de encontro, um conceito mãe, um arquipélago de irmãos, mashups e remix a sua volta .

A proposta desse Blog?Aprofundar-se nesse arquipélago, cruzando informações, dando referências, adicionando conteúdo. Tudo temperado com boas doses de crítica, pois sim, minha geração tem opinião. Os assuntos abordados serão temas que estão em evidência no momento (alguns TTs, noticias bombásticas, cultura digital, talvez uma resenha aqui, uma dica ali).

Como você pode participar?Deixando sua opinião, indicando conteúdo, seja esse um filme que você gostou, um livro de leitura indispensável, o site de um especialista no assunto, você decide. A escolha é sua. Você pode simplesmente ler  (e divulgar pros amigos né xD).

Contribua, mostre que você tem opinião, mostre que você sabe muito e ainda quer saber mais. Resumindo: abrace as Possibilidades Infinitas que essa ferramenta a sua frente lhe dá. E vida Longa a Web!

Posso contar contigo?

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